Este blog tem a finalidade de difundir o conhecimento a cerca da educação, pois acredito que na atualidade, são inúmeras as discussões em torno do tema qualidade da educação e de modo mais específico, sobre a qualidade da escola, do educador profissional e até mesmo, sobre o seu futuro. Aqui iremos compartilhar com vocês o meu olhar e o meu ponto de vista sobre o momento vivenciado por este segmento.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
Um pouco da realidade social no Brasil...
Em
um país em que as nossas crianças descem ladeira a baixo nos quesitos
Alfabetização e Letramento, tanto nas escolas da rede pública quanto da rede
privada, fabricando analfabetos funcionais, e os Conselhos Municipais de
Educação (órgãos fiscalizadores) praticamente não atuam inibindo esse infanticídio
social. Além dos jovens que ficam cada dia mais pobres em sua escrita, fruto do
acesso fácil e sem controle as redes sociais, terra de ninguém e que a escrita
culta torna-se apenas siglas e "tb" . Escritores de crônicas
tornam-se cada vez mais raros, e, no futuro não tão distante serão alienígenas
do passado nos sites de história. Por isso só tenho a parabenizar todos que
possuem o desvelo e o cuidado com as palavras.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
Os pais podem tomar banho junto com seus filhos pequenos?
Ao
longo de mais de uma década dedicada à Educação Infantil em contato direto com
as famílias, obtendo seus relatos, trabalhando a observação do comportamento
das crianças e, posteriormente, orientado os pais a conduzirem esse processo,
pude constatar a máxima de que com filhos pequenos a privacidade dos pais no
banheiro de fato acaba. Não é todo dia que se toma banho junto com o filho, mas
sempre que há a necessidade existe a opção de colocá-lo no carrinho dentro do
banheiro, para que possa vê-lo enquanto se está no chuveiro ou até mesmo tomar
banho com a porta aberta, quando está sozinho com ele e por questão de
segurança.
Diante
deste cenário surgem as situações de pais que tomam banho com seus filhos. Pois
bem, não expor a criança à nudez adulta não a impedirá de continuar com sua
curiosidade sobre as diferenças sexuais. Até porque existem seus pares,
crianças da mesma idade, um pouco mais novas ou um pouco mais velhas, além dos livros,
histórias e observações da vida real. Na exposição de corpos, muitas crianças
incomodam-se diante da nudez, trilhando seu próprio caminho em busca de
privacidade. Existe, principalmente, o momento certo de conviver com o corpo nu
do adulto, que é a partir da adolescência, quando os corpos se equiparam.
As
crianças por si só, evitam estar diante do adulto nu, não aceitam ajuda na
troca de roupas ou na hora do banho, fecham as portas em situações em que estão
despidas. Os pais precisam acatar este desejo de privacidade, reforçando,
inclusive, sua importância. Mais do que a vergonha, o que está em jogo é a
intimidade, a privacidade que irá criar e reforçar o pudor, tão necessário nos
dias de hoje, além do cuidado e respeito ao corpo.
Vale
lembrar que não é recomendado que um menino tome banho com seu pai nu, pelo
menos até os sete anos de idade, porque esse momento pode vir a despertar
reações inadequadas que são observadas na escola, em casa ou até mesmo em
outros contextos. A exemplo de mostrar e ficar pegando no “pinto” sem
necessidade, enfim, demonstrar atitudes sexuais por pura confusão de não saber
o que está acontecendo, em virtude de aprender a se tocar por conta da
curiosidade despertada apesar de haver outros tipos de estímulos. Com o tempo
os momentos de intimidade dos pais precisam ser demarcados e sinalizados para
que tanto a criança, quanto os pais saibam quais situações são coletivas e quais
são individuais. A erotização precoce pode vir a expor a criança a situações de
vulnerabilidade, portanto deve-se evitar.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Mal Educado ou Não Educado?
Apesar dos diversos exemplos que
nos cercam em nosso cotidiano, e conhecendo diversos pais pouco atuantes em
seus respectivos papéis, até porque demonstram ter medo de estabelecer limites,
medo de parecerem “caretas”, medo de decepcionar os filhos, mesmo que
temporariamente. Mas noto que as crianças se comportam melhor quando agimos
como pais e não como amigos, estabelecendo limites e avaliando as
consequências. Elas nos querem envolvidas em suas vidas e querem conhecer os
nossos valores. Valendo frisar que, amigos via de regra nos impulsiona a fazer
aquilo que nossos pais não gostariam ou não aceitariam que fizéssemos, pois,
nos levam a nos expor a condições inseguras, como ir ao shopping escondido,
manter o namoro com um parceiro que a família sabe que não será bom para seu
filho ou até mesmo ir jogar bola em outro bairro sem avisar e muito mais. Dai o
porquê de pais serem pais e amigos serem os amigos, cada um tem seu papel bem
definido na vida de cada ser humano.
Muitos pais acreditam que a
criança deve aprender a partir do bom senso e da intuição. Não entendem que uma
pessoa se constrói á medida que vive e convive em seu meio. Uma criança não
nasce com hábitos sulistas, nordestinos ou de índios, ela faz-se índia, sulista
ou nordestina a partir de suas vivências. Como queremos que as crianças
aprendam a comportar-se adequadamente se seus adultos “significativos” não dão
o modelo, se eles mesmos não respeitam o espaço comum! Ao não ser orientada, ouvida,
atendida e entendida e, ainda por cima, recebendo constantes informações de que
ela é mal criada, desobediente e difícil, essa criança tem toda a possibilidade
de tornar-se tudo o que foi predito para ela.
A construção do sujeito
acontecerá a partir da qualidade da sua vida afetiva que está disponível ao longo dos
primeiros anos de vida. Vale afirmar que a partir da temperatura do campo
afetivo do entorno da criança será o propulsor das aprendizagens, ou não
aprendizagens, produzidas por ela. Apesar
disso, só mais recentemente é que a escola e os familiares têm objetivado
entender a vida afetiva e suas repercussões no ato de aprender e de ensinar.
Precisamos nos lembrar que educar
é um ato de amor, de dedicação, que requer tempo e disponibilidade. Nenhuma
criança nasce sabendo e para saber é preciso que alguém se disponha a mediar o
conhecimento da situação que a criança está vivendo, o seu desejo e
entendimento da situação e o que é possível fazer de forma educativa e da
maneira adequada a cada faixa etária.
E é bom que se diga que, suspeito
que essa criança não seja “mal educada, mas não educada, o que é muito
diferente” pais para sua reflexão.
Publicado na Revista Nosso Bairro (NB PLUS -
Edição nº 64 Outubro/2014)
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Por que conhecemos adultos que se comportam como bebês?
Vamos
tocar numa questão que incomoda pais, educadores e empresas no mundo inteiro –
a existência de adolescentes e jovens adultos que têm uma percepção totalmente
irrealista de si mesmos e de seus talentos. É possível ver como eles crescem
cercados por adultos que os tratam como preciosidades, mas é preciso
disparar o alerta para uma realidade social que diz que, para se dar bem na
vida profissional, eles precisam saber que agora estão todos na mesma linha,
que nenhum é mais importante que o outro. Esses jovens cresceram ouvindo de
seus pais e professores que tudo o que faziam era especial e desenvolveram uma
auto estima tão exagerada que não conseguem lidar com as frustrações do mundo
real. “Muitos pais modernos expressam amor por seus filhos tratando-os como se
eles fossem da realeza”, afirma Keith Campbell, psicólogo da Universidade da
Geórgia e co-autor do livro Narcisism Epidemic
(Epidemia narcisista), de 2009, sem tradução para o português.
“Eles precisam entender que seus filhos são especiais para eles, não para o
resto do mundo.”
Eles se acham merecedores de constantes elogios e rápido reconhecimento
(se não são promovidos em pouco tempo, a empresa foi injusta em não reconhecer
seu alto valor). Você conhece alguém assim em seu trabalho ou em sua turma de
amigos? Boa parte deles, no Brasil e no resto do mundo, foi bem-educada, teve
acesso aos melhores colégios, fala outras línguas e, claro, é ligada em
tecnologia e competente em seu uso. São bons, é fato. Mas se acham mais do que
ótimos o que dificulta qualquer relacionamento.
Publicado na Revista Nosso Bairro (NB PLUS - Edição nº 65 Dezembro/2014)
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
Qual o modelo ideal x a realidade das Creches e Escolas da Primeira Infância no Brasil.
Em termos
de estrutura física seria algo próximo a um sitio com bastante área verde,
árvores, um rio ou cachoeira, com vários tipos de animais e as instalações cercadas
por vidro dando á condição dos alunos terem contato com o mundo exterior, porém
com o progresso nas grandes cidades torna-se algo praticamente impossível ter
uma área como essa ou próxima disso. Vale citar o acesso fácil a informação que
modificou radicalmente a busca das famílias pelas instituições de ensino,
estabelecendo uma nova realidade que eu classifico como “pedagogia de padaria”,
até a década de 90 as famílias buscavam uma escola ou creche seja pública ou
particular de acordo com as indicações de seu meio social, tendo como
preferência as melhores, mais conceituadas e tradicionais instituições, de lá
pra cá a novidade é que a maioria das famílias querem ir comprar o pão e deixar
seu filho na escola do lado da padaria, por fatores como trânsito desgastante,
falta de um transporte público de qualidade dentre outros. Com isso e a falta
de fiscalização diversas instituições irregulares atuam no país a fora, dando
mais opções as famílias. Surge então à necessidade gritante de políticas
públicas voltadas para as instituições particulares de ensino infantil,
profissionais devidamente capacitados, uma fiscalização atuante e se faz
necessário também uma verdadeira revolução no entendimento do que é educação
pública e privada, que deveriam ser uma só, na busca pelo melhor para os
educandos, mas na realidade essa visão encontram-se em uma terra tão tão tão
distante.
Publicado na Revista Nosso Bairro (NB PLUS - Edição nº 71 Setembro/2015)
Publicado na Revista Nosso Bairro (NB PLUS - Edição nº 71 Setembro/2015)
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